Ministra aconselha candiatos

Sobre os cerca de 45 mil professores que ficaram sem colocação, a ministra disse que se trata de um problema “dramático”, mas que “é um problema independente do sistema de ensino”, aconselhando os que ainda se encontram nas universidades a procurar alternativas fora da docência.
“O nosso sistema de ensino não está em fase de crescimento, pelo contrário, está em fase de retracção. Temos cada vez menos alunos no ensino básico e portanto não há condições para responder às expectativas destes diplomados no ensino”, sublinhou. (Público)

Se assim é, então expliquem-me lá devagarinho, como se eu fosse loiro oxigenado, porque razão decidiram criar cursos superiores bolonhizados que se desticam única e exclusivamente a formar docentes?

Porque se o sistema está em retracção e se é necessário que os recém-licenciados procurem outras opções, qual é a lógica da criação valteriana dos tais cursos para professores-generalistas que não têm qualquer outra saída profissional?

Até agora, pelo menos, uma boa parte dos futuros docentes tinha a possibilidade de, obtendo a sua formação numa dada área académica, optarem pela docência ou outra coisa. A partir do momento em que a formação é exclusivamente para a docência, essa saída desaparece.

Como acima escrevi, sou um bocadito lerdo das ideias, pelo que será necessário explicarem-me com base no sistema do bê+á=bá, como é que estas coisas se articulam entre si.