GREVE GERAL DE 30 DE MAIO
AVISO SÉRIO E EXIGÊNCIA DE MUDANÇA DE RUMOO Conselho Nacional da CGTP-IN, reunido no dia 5 de Junho para fazer o balanço da Greve Geral, realizada no passado dia 30 de Maio, e perspectivar a acção sindical a desenvolver no imediato, concluiu:
1. Na sequência das grandiosas manifestações realizadas no dia 12 de Outubro e 25 de Novembro do ano passado e no dia 2 de Março deste ano, assim como a manifestação da Juventude contra a Precariedade, realizada em 28 de Março, no conjunto das quais participaram cerca de 300 mil trabalhadores, a Greve Geral, realizada no dia 30 de Maio constituiu a mais forte acção de luta nos últimos tempos, um forte e vigoroso protesto, um aviso sério e uma clara exigência de mudança das políticas que têm vindo a ser seguidas e que estão na origem dos graves problemas económicos e sociais que o país e os trabalhadores enfrentam, designadamente a estagnação económica, o preocupante aumento do desemprego e da precariedade, a quebra continuada do poder de compra dos salários, o acentuar das desigualdades e das injustiças sociais e a redução das funções sociais do Estado e dos serviços públicos. (site da CGTP)
Não me levem a mal, que até compreendo que cá para fora mandem textos destes ppara não admitirem que erraram, mas pelo menos em privado vejam lá se conseguem chegar a algo mais substantivo do que esta enxurrada de retórica que, mudando as datas, poderia aplicar-se a qualquer greve, em qualquer data, geral, parcial ou que tal. Pelo menos, vejam se começam a aprender com os erros.
Junho 6, 2007 at 7:01 pm
E que tal uma greve geral, por ordem do partido, para ver se corre mal e haver motivo para correr com alguém da cgtp? E se para o seu lugar for alguém da fenprof muito ligado ao dito partido? Só ouvi dizer, e estou a vender o peixe como o comprei. Boatos…
Junho 6, 2007 at 8:39 pm
Don’t deny the power of denial
Junho 6, 2007 at 9:11 pm
JMC, esse comentário é geral, mas a verdade é que quem é suposto estar de saída tentou evitar o erro e quem quer entrar foi um dos promotores do dito.
Talvez reflectindo um pouco, seja possível evitar novas derrapagens.
É que há ondas que podem ser muito solitárias, mesmo quando parece existir companhia. E na sequ~encia do Confresso da Fenprof acho que alguém tomou a nuvem por Juno.
Boatos…
Junho 6, 2007 at 10:18 pm
Não branqueiem os professores que nas escolas não fizeram greve. Na minha 50 por cento fizeram greve e há noite quando ouviram aqueles secretariozinhos de estado a falarem dos 13% e que o “povo português os apoiava e às politicas do governo” não se arrependeram pessoalmente de a terem feito. Eu nos dias seguintes não deixei de lembrar a alguns dos colegas não grevistas que aquela carapuça dos secret… não era para mim. Pensei também na responsabilidade daqueles que podendo fazê-la nas escolas não a fizeram. Esses é que deram força ao Sócrates e à ministra. Se a greve tivesse sido massiva nas escolas em geral a história tinha sido outra. não esqueçamos as responsabilidades individuais e colectivas. a greve estava marcada. Toda a gente sabia dela excepto algum surdo-cego. Havia muito boas razões para a fazer. Foi marcada com bastante tempo.
Junho 7, 2007 at 8:52 am
Henrique, desculpe-me lá a distracção: esta era uma greve só ou prioritariamente de professores, marcada por pressão do Mário Nogueira e dos sindicalistas dos transportes?
Por favor, não me confirme os piores receios.
Porque eu andei todo o dia de passeio e, mesmo aqui no deserto que por definição é quente e vermelho, tirando as Câmaras fechadas à chave para haver 100% de adesão, tudo funcionava as usual.
Não vamos é branquear que alguém analisou mal, muito mal, a capacidade grevista actual do sector privado e a desmobilização de muito sector público.
E depois de um sucesso, houve um meio-sucesso e agora um flop. A dinâmica deveria ser a inversa. Certo?
As razões para isso acho que já repetidamente por aqui foi sendo escrito. Mas de qualquer modo não será que, como os governantes, há representantes dos trabalhadores que “descolam” do chão onde deveriam ter os pés assentes?
Junho 7, 2007 at 3:13 pm
Eu já disse e sei há muito tempo que muitos professores não se consideram trabalhadores. Nos tempos próximos (e no passado recente) muitos perceberã(m)o que não passam de “reles trabalhadores” como os outros. A greve era geral por isso os professores, e têm muitas razões para isso, deveriam fazê-la. Pelo menos aqueles que se queixam do governo e do ME.
Quanto à greve, embora eu não deixe de considerar que não foi boa (relembro-lhe o meuconceito de massiva: mais de 70 a 80%), acho que nesta altura do campeonato era um risco a correr. Se não se avançasse para ela depois de ter feito manifestações bem participadas e greves de largos sectores, incluindo professores, o que se deveria fazer: nada? Eu sinceramente preferi que se tivesse feito. Embora compreenda o porquê de um mlhão de trabalhadores, principalmente do privado mas não só, não poderem “de facto” fazer greve, acho que esta greve mexeu na consciência de quem podendo fazê-la não a fez. Foi um dia de greve geral, que tem todo um simbolismo por isso. A retórica da CGTP que eu li toda, considero-a, aliás de boa qualidade e não mentirosa como a retórica do governo. Erros: houve de facto. Poder-se-ia e deveria ter convidado e confrontado a UGT com a ida em conjunto para a greve. Não se fez e deveria ter sido feito. Muitos sindicatos e sindicalistas não fizeram todo o trabalho de casa necessário: de facto isso aconteceu. Tenho provas disso.
Quero dizer-lhe sinceramente que acho que foi melhor a greve ter sido feita do que nada se ter feito. É preciso pensar e agir no futuro imediato, sem atirar para cima dos companheiros que estão de facto do nosso lado e centrarmo-nos nos alvos indicados: o governo, o ministério da Educação e as suas políticas.
E, Paulo, não ouça tanto os boatos. É que os boatos são apenas bocas da reacção.
Junho 7, 2007 at 3:43 pm
Eu já disse e sei há muito tempo que muitos professores não se consideram trabalhadores. Nos tempos próximos (e no passado recente) muitos perceberã(m)o que não passam de “reles trabalhadores” como os outros.
Forma pouco certa de começar este comentário. Nervos à flor da pele. Percebo, mas…
Quanto ao resto, já sabemos que concordamos, discordando, na análise. Talvez continuemos a ler de forma bem diferente os resultados da greve da FP que já foi de adesão pouco sifgnificativa e muito baixa mesmo entre os profes.
Quanto a boatos, Henrique, conceda-me a capacidade de distinguir um boato de um testemunho directo. E de não veicular, por regra, os primeiros.
Como provocação final, diria que neste momento tomara eu que a reacção (sindical) estivesse á altura do adversário, que nem é especialmnente forte, mas apenas teimoso.
Porque a reacção já não é quem era.
Veja o caso dos milhões da Madeira!
quem os fez devolver?
Manifestações?
Greves?
Mesmo a demissão e posterior eleição de Jardim?
NÃO!!!
Foram os Tribunais!!!
Se tenho demasiada Fé na nossa Justiça.
Nem por isso.
Mas é quase o que resta nesta luta desigual.
Junho 7, 2007 at 6:35 pm
Pois, mas para fazer avançar os Tribunais é preciso conhecer da poda — como se faz uma Providência Cautelar, por exemplo. E,se me permitem, é a minha vez de não me restringir a boatos.