Antero152

(c) Antero Valério

Paul Nutini, Iron Sky

A sério… há aqui qualquer coisa que me está a escapar… não é para me levarem a mal, mas… alguém me explica?

Lei n.º 71/2014. D.R. n.º 167, Série I de 2014-09-01, da Assembleia da República
Repõe o regime especial de aposentação para educadores de infância e professores do 1.º ciclo do ensino básico do ensino público em regime de monodocência que concluíram o curso do Magistério Primário e da Educação de Infância em 1975 e 1976.

Podem ser brasonados, mas o resto falha. E muito. Que isto da aristocracia já teve melhores dias.

… e várias outras disciplinas de um currículo rico para todos aqueles que têm a esperança de progredir na vida com o vazio de ideias e a falta de imaginação do actual líder da JSD, digno representante das escolas jotistas que até primeiros-ministros deram a este pobre país.

Embora, em nome da justiça e rigor, este Hugo Soares seja do mais fraquinho que se pode arranjar…

Universidade de Verão. “É uma escola para a vida”, diz líder da JSD

Aqui.

Admirável mundo feliz

José Augusto Lopes Ribeiro
Escola Sá de Miranda – Braga, Setembro de 2014

A globalização e a ideologia neoliberal provocaram um enorme abalo nas sociedades contemporâneas, através desregulação, da precariedade e da incerteza. A fragmentação social é interpretada como liberdade para o indivíduo e como oportunidade de realização plena. O mundo, reduzido ao modelo económico, apresenta uma profusão de possibilidades e a tecnologia surge como uma panaceia para todas as situações. Como afirma Gunther Anders, o mundo é-nos oferecido: “tudo está aí”.

Ao nível da educação, a crença incondicional na capacidade tecnológica para resolver os nossos problemas retira às pessoas sentido crítico na utilização dos artefactos tecnológicos. Daí que na atualidade, a criança saiba lidar com um smartphone antes de aprender a escrever e quando entra para a escola está sobresaturada com: tv, consolas, computadores e telemóveis.

Deste modo, o princípio do prazer e o princípio da realidade fundem-se, dando lugar a uma realidade melhorada: o mundo virtual. Agora o indivíduo não tem de adiar a satisfação, nem tem que desenvolver esforço, tudo está à distância de um clic. Assim, a criança e o jovem acabam por conquistar um mundo próprio, onde o adulto não tem lugar e que impossibilita a tarefa educativa, ou pelo menos, a torna mais conflituosa e desagradável.

O prazer intenso obtido através da manipulação da tecnologia cria no jovem adição e dependência digital e estabelece um fosso entre este e o adulto (pais e professores), reforçando o estatuto de ser à parte, totalmente livre e sem limitações. O indivíduo torna-se uma espécie de lactente que absorve um “mundo líquido”, sem necessidade de compreensão e incapaz de uma apropriação equilibrada a nível cognitivo e emocional: confundindo a realidade com a ficção, tornando-se mais impulsivo e menos reflexivo.

A massificação e a banalização da tecnologia aliadas a um mundo desregulado, provocam uma vertigem pelo consumo desmesurado da parafernália tecnológica, instalando na educação e na escola uma crise sem precedentes.

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