E nada de enganos que isto é obra do Mexia, não dos chineses…

Os consumidores domésticos são o elo mais fraco no processo de liberalização das tarifas energéticas, mas também um mercado apetecível para todas as eléctricas que já operam no mercado, sobretudo nos grandes consumidores. Mas o pontapé de saída não foi animador. A campanha da EDP com o Continente, que dá descontos nesta grande superfície sobre 10% da factura de electricidade, afinal era gato escondido com rabo de fora. Desta forma, a empresa de António Mexia transferiu clientes para uma outra empresa do grupo, acabando com a tarifa bi-horária e mantendo apenas as tarifas reguladas até ao final do ano. Ao contrário de todos os restantes consumidores domésticos, que ainda terão um regime transitório até 2015.

Mais. Implicitamente, a incumbente transmitiu ao mercado a ideia de que as tarifas bi-horárias (consumo mais barato nas denominadas horas vazias) iam acabar, o que não é verdade. Num comunicado divulgado na sexta-feira, a ERSE, a entidade que regula o sector da energia, fez saber que cabe aos operadores definirem os seus preços e as tarifas que bem entenderem, afastando assim qualquer equívoco sobre a medida estar consignada no Memorando com a troika.

Nesta entrevista à Antena 1, Alfredo José de Sousa revela que só mandaria o Orçamento do Estado para 2012 para o Tribunal Constitucional por causa do corte do 13º e 14º mês para os aposentados ou reformados e explica o que considera ser inconstitucional.

E não manda porquê?

As raízes da minha embirração com certos serviços prioritários dos CTT é muito antiga, precedendo de muito este blogue e nasceu com os correios coloridos, a começar pelo azul que prometia fazer o que antes se fazia sem cor. E com melhores estradas e viaturas para o fazer, enquanto se fala do decréscimo do volume de missivas.

Da minha antiga admiração pelos carteiros, passei a uma aversão razoável à organização com fins lucrativos, com especial destaque para a loja de conveniência em que se tornou quase toda a estação dos Correios. Parece que a coisa foi considerada de boa gestão, mas é uma coisa sem grande nexo.

Aqui pelas minhas bandas desisti da assinatura de algumas revistas porque ou eram trucidadas ao serem colocadas na caixa de correio, sem o cuidado de um toque de campainha para as recolher ou porque, sendo mais vistosas, desaparecia, em média, uma em cada três. Restou a assinatura da Visão que parece não despertar a cobiça de ninguém lá pelas bandas da distribuição postal. Já escrevi sobre isto e em devido tempo queixei-me por escrito a um responsável banana que tudo encobriu.

Qual não é a minha relativa falta de surpresa quando hoje leio no Sol a denúncia do presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações de que há atrasos deliberados na distribuição do correio normal, tudo para fomentar o recurso aos serviços de valor acrescentado.

Não será por acaso que empresas internacionais como a Amazon prescindem do recurso aos CTT. Não será apenas por causa do custo em si, mas da relação entre o custo e o serviço prestado.

Deveriam ser os Correios geridos no sentido do Interesse Público e não apenas no da maximização da exploração dos seus utentes/clientes?

Quiçá, mas ainda me chamam socialista e defensor de um Estado Gordo ou coisas piores.

Manifesto Vitorioso de um Indignado!

No âmbito da revisão da estrutura curricular ao nível do ensino secundário e da consequente atualização do leque de opções da formação específica, tendo em conta os prosseguimentos de estudos e as necessidades do mercado de trabalho, sentimos a necessidade da criação de uma disciplina transversal que fomente o espírito empresarial de modo a criar uma cultura em que as pessoas se predisponham a arriscar, inovar e a iniciarem os seus próprios projetos, contribuindo, também dessa forma, para melhorar os atuais níveis de desemprego.

Considerando que nos últimos anos, o mercado de trabalho sofreu profundas transformações e passou a exigir profissionais que saibam agir com independência, autonomia, flexibilidade e criatividade, e que as escolas precisam de estar em sintonia com essas transformações/exigências, com o objetivo de estimular/desenvolver uma cultura empreendedora nos alunos como ferramenta de suporte ao desenvolvimento de novas e inovadoras atividades, capacitando-os para que sejam proactivos no cenário de mudança tanto na sua performance pessoal, como na tecnológica e económica do nosso país.

Assim, propomos a criação da disciplina de Empreendedorismo e Gestão Empresarial, a integrar o elenco de disciplinas de opção, da Componente de Formação Específica dos Cursos Científicos Humanísticos, com a carga horária semanal de 3 unidades letivas de 90 minutos, cujo programa anexamos.

Este proposta de criação de disciplina e respetivo programa, foi aprovada por unanimidade, em Reunião do Agrupamento Disciplinar 430, e na Reunião de Conselho Pedagógico da Escola Secundária Júlio Dantas.

Lagos, 24 de janeiro de 2012

As proponentes,

Liliete Pessoa
Paula Calhegas
Ana Paula Barreira

O entusiasmado, liberal e defensor de um Estado Magro, ministro Miguel Relvas contratou um motorista por ajuste directo, por 73.4446 euros por 30 meses de trabalho.

Isto dá qualquer coisa como 2448 euros por mês.

Para ter a carta de condução basta ter o 9º ano.

Em contrapartida, tem enaltecido as virtudes da emigração para profissionais qualificados nas áreas da Educação, Saúde, Tecnologias da Informação e etc.

Considera o senhor Presidente que, no âmbito das suas funções de aconselhamento que designa e auto-elogia como discretas, do seu magistério de influência como primeira  figura da República, até em coerência com o que foi afirmando sobre a necessidade de distribuir os sacrifícios e a austeridade de forma justa, não será tempo de ter uma palavrinha com alguém no sentido do ministro Relvas (o Universalista Tropicalista) ser um pouco mais contido na forma como utiliza os dinheiros do Estado?

Eu sei que sou corporativo mas, no caso dos professores, até ao actual 7º escalão ninguém (mesmo se tiver doutoramento e todas as demais especializações possíveis) ganha mais do que este senhor motorista. Apesar de todo o respeito que me deve a função de motorista de um nóvel e entusiasmado senhor ministro, os professores têm a seu cargo dezenas de crianças e jovens todos os dias, mesmo centenas ao longo de uma semana.

Entretanto, este senhor motorista (pelo qual já nutro um certo ciúme socioprofissional e financeiro) ganha em bruto mais 300 euros do que eu, que dou aulas desde os tempos em que o primeiro-ministro não sabia sequer se iria conseguir fazer um curso superior.

Eu sei que sou corporativo, senhor Presidente, mas a verdade é que partilho da sua angústia quanto ao facto de não saber quando as minhas receitas (estando no activo e sem horizonte de aposentação) deixarão de dar para as despesas.

E, nesse sentido, fico com certo ciúme de não me ter tornado motorista de ligeiros, com gosto por aturar, com um sorriso cúmplice, platitudes de engomadinhos de fresco. Eu sei que não é uma qualidade cristã esta da inveja mas, mesmo que isso o choque, sou obrigado a confessar que não acredito na existência de um Ser Supremo, nem sequer a Razão, o que também sempre me impediu de, em consciência aderir à Maçonaria, outra via rápida para conseguir colocação bem remunerada no Estado ou contrato por ajuste directo, no caso de ter escritório.

Por tudo isto, senhor Presidente, desculpe-me lá se lhe peço por esta via para relembrar ao ministro Relvas que, em campanha eleitoral e mesmo quando sonha no leito consigo mesmo enquanto grande estadista, ele é um homem Liberal, defensor da Ética na Política e do Estado Magro, sem Gorduras ao volante.

Muit’agradecido pela atenção (não) dispensada.

Com a experiência ganha durante o socratismo na detecção dos circuitos informativos, tornam-se mais transparentes os mecanismos do passismo-relvismo nesta matéria.

Se há coisa que só se explica por quebra de solidariedade interna no Governo ou por fuga deliberada do núcleo político central do dito Governo é a divulgação do tal documento de dia 18 de Dezembro passado em que Vítor Gaspar assume as dúvidas quanto ao cumprimento de um Orçamento de Estado ainda por entrar em funcionamento.

Identificam-se três ministério problemáticos – Educação, >Saúde e Negócios Estrangeiros (?!) – e nota-se que se pretende que eles cortem mais do que o previsto.

Sobre a Educação, ministério que foi conseguindo blindar dentro do possível a circulação de informação à medida que 2011 avançava, lê-se na notícia em destaque:

Nuno Crato forçado a medidas extra para acautelar salários nas escolas públicas.

Para isso sendo necessário, de acordo com o documento oficial, poupanças adicionais para além das já previstas de 100 milhões de euros em pessoal. Tudo porque haverá uma suborçamentação, algo que acho credível pois os cortes anunciados na despesa não cairão do Céu por decreto.

Em notícia na página ao lado, refere-se que os ministros terão de fazer uma espécie de relatório mensal às Finanças para controlo dos desvios detectados.

Tudo isto é curioso.

A nível político, a nível comunicacional, a nível das relações de pode no Governo.

E é muito útil para se perceberem certas propostas e certos ambientes negociais.

Colhido aqui, no FBook que não serve apenas para trivialidades:

O comentário é o que acompanha a imagem:

A originalidade dos governantes na tentativa de empregarem o maior número possível de boys sem o povo dar por isso não para de aumentar. A mais vulgar é simplesmente não colocar os nomes na páginas feita para iludir os mais distraídos. Mas isso tem um problema, como os nomes saíram no Diário da República pode haver algum teimoso a fazer comparações. Então, alguns espertalhões como o Relvas iludiram o site do governo e o DR inventando adjudicações, deixam de contratar funcionários para fazerem adjudicações por serviços.
A grande vantagem é que ninguém dá por eles e desta forma o Relvas pode pagar a um motorista como se ele fosse piloto de provas no autódromo do Estoril. Esta gente campeã da austeridade não para de gozar com o povo. Andam, andam e ainda se lixam.

 

Escola cobra a pais para aluna com trissomia 21 ter terapia

Até agora, os pais têm pago a terapeuta da fala e têm podido usufruir de uma sala na escola Básica Integrada Vasco da Gama, no Parque das Nações, onde a filha tinha sessões de terapia.

Na semana passada, uma mensagem de correio electrónico “sem assunto” informou os pais de que “a cedência desse espaço passará a ter o custo de 10 euros por hora, caso se mantenha o interesse, caso contrário deixará de ser permitida a entrada da terapeuta”.

A directora do Agrupamento de Escolas Eça de Queiroz, a que pertence a Vasco da Gama, Maria José Soares, disse que “a terapia da fala é um cuidado de saúde, não é competência da escola”.

A alimentação também não é uma competência da escola, o próximo passo será alavancar no refeitório?

Seja como for, verifica-se um certo nível de confusão naquelas cabeças – já que não é a escola a fornecer a terapeuta. A questão a considerar é se a escola inclusiva o deveria fazer.

Hugh Laurie, You Don’t Know My Mind

chove num pranto selvagem sem o ser e impessoal sem o ser
milhares e milhares de visões de gotas em reflexo
sonhadas paralelamente alinhadas
repetidas
continuamente sem cor
sempre distanciadas
contidas entre telhados indiferentes

… perdi o interesse pelos aspirantes a humoristas que nos governam. O mesmo em relação às actualidades, apesar da performance jardinesca.

da dificuldade de senso na indisciplina

«Orçamento é uma mulher honesta que se prostitui mais tarde»

Ex-ministro das Finanças diz que alegadas «almofadas» servem para tapar buracos que já se sabe que vão aparecer.

Isto presta-se a tanto innuendo. A quem estará o senhor a chamar chulo?

Monty Python juntam-se em filme de ficção científica

Os actores do grupo britânico Monty Python vão reunir-se para um novo filme, a ficção científica “Absolutly Anything”, que será realizada por Terry Jones, informou a revista Variety.

Terry Jones, John Cleese, Terry Gilliam e Michael Palin vão voltar a actuar juntos, faltando confirmar a participação de Eric Idle no projecto. Dos seis elementos dos Monty Python, falta Graham Chapman, que morreu em 1989.

Em declarações à Variety, Terry Jones explicou que “Absolutly Anything” não será “um filme Monty Python”, mas é inevitável que tenha o toque de humor do grupo, com os cinco actores a darem a voz a extraterrestres que têm o poder humano de não fazer absolutamente nada.

A última vez que os cinco actores apareceram juntos foi em 1998 no Aspen Comedy Festival.

Ex-chefe dos espiões abandona a Ongoing

Embora tenha razão nisto:

Referindo-se à Impresa, indica que “o essencial destes ataques partem de uma empresa que mantém uma disputa societária” com a Ongoing, onde está desde o fim de 2010.

Na Visão de hoje pode ler-se que aquele senhor que chefiava o serviço de coscuvilhice nacional mantinha no seu telefone pessoal dossiers completos sobre numerosas figuras públicas e que os manteve (claro!) mesmo depois de ter saído do cargo.

Isto é inadmissível, porque isto significa que um qualquer sicrano trata como seus os dados recolhidos por uma organização destinada (teoricamente!) a preservar a segurança nacional.

E abre a porta a um poder pessoal imenso para pressionar muita gente.

Isto foi possível e nem sequer espanta.

Nem espanta que este tipo de poder se assemelhe ao de um qualquer chefe de uma secreta de uma ditadura. Ou de um obcecado com J. Edgar Hoover.

Que segurança existe que este homem não tenha espalhado informações privadas acerca de qualquer pessoa investigada pelo SIED? Para que precisava de trazer tais dados consigo?

O problema é que nada mudará, talvez o sucessor seja mais discreto, mas quase tudo continuará a assim ser enquanto o serviço público for encarado como uma plataforma para outras coisas. Mesmo em sectores altamente sensíveis.

Não sei qual o regime jurídico aplicável, mas certamente será compreensivo para com este tipo de condutas. Pessoalmente, acho que o castigo deveria ser exemplar e que todos aqueles associados à teia de poder deste homem deveriam ser banidos de qualquer contacto e/ou contrato com o Estado. Porque é mais do que legítima a ideia de que quem pactua com isto algo tem a esconder.

Página Seguinte »

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 293 other followers