Rui Reininho, Morremos a Rir
É a segunda melhor hipótese, dentro do contexto em que tenhamos de ou que…
Novembro 11, 2009
Rui Reininho, Morremos a Rir
É a segunda melhor hipótese, dentro do contexto em que tenhamos de ou que…
Novembro 11, 2009
Teria sido mais fácil a publicação no respectivo blogue, para o qual faríamos a ligação, mas…
Carta aberta ao
Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Geral do
Sindicato dos Professores da Grande Lisboa
SPGL
Exmo. Sr.
Presidente da Mesa da Assembleia Geral
Em reunião realizada no dia 9 de Novembro de 2009, na sede do SPGL, convocada por V. Exa. para promover a conciliação de propostas de revisão dos estatutos e preparar a Assembleia Geral Extraordinária de dia 10 de Dezembro de 2009, tive ocasião de expressar a minha reserva em relação à forma como V. Exa. está a dirigir este processo.
Constatei que o Sr. Presidente da MAG terá ficado surpreendido, quiçá ofendido, com o facto de, em minha opinião, não estar assegurado um tratamento equitativo de todas as propostas, no processo de votação que será dirigido pela MAG.
Considerando que poderei não ter sido suficientemente claro na exposição dos motivos que me levaram a questionar a isenção e a equidade de tratamento de todos os proponentes, no que à metodologia de votação das propostas diz respeito, venho dirigir-me a V. Exa., de forma respeitosa mas frontal, no sentido de tentar esclarecer algumas dúvidas metodológicas e existenciais.
Admitindo sem reservas a probidade e dedicação de todos os membros de todos os órgãos sociais do SPGL, permito-me no entanto chamar a atenção para os seguintes factos:
Não se pretende sugerir que haja uma deliberada intenção de favorecer a Direcção Central, constituída por sócios que partilham a mesma visão e entendimento do futuro do sindicato que os membros da MAG.
No entanto, para ilustrar a perplexidade que me assalta recorrerei à seguinte analogia:
Façamos o exercício de transposição deste processo de votação dos estatutos e de referendo sobre a permanência na Confederação de Quadros no nosso sindicato, para o nível do país:
Imaginemos um qualquer processo de consulta popular que envolva a realização de uma votação.
Imaginemos que, sobre as questões da consulta, cada um dos partidos existentes apresenta a sua proposta.
Imaginemos ainda que, ao invés de existir uma Comissão Nacional de Eleições, à qual compete organizar todos os processos eleitorais e referendários, existia um órgão que era eleito simultaneamente com a eleição dos deputados à AR e, ainda por cima, era constituído exclusivamente por membros da lista mais votada.
Nessas condições consideraria V. Exa. estar garantida a igualdade de tratamento a todos os concorrentes num processo de votação?
Não precisa responder, Sr. Presidente da Mesa da Assembleia Geral do SPGL, pois acredito que o seu civismo e apego à justiça só lhe permitiriam uma resposta.
Receba os meus cumprimentos
Francisco José Santana Nunes dos Santos
Sócio n.º 32628
Este texto foi enviado, com pedido de publicação, aos órgãos de comunicação social falada e escrita, aos responsáveis de diversos blogues de professores, em especial aos que têm um maior fluxo de visitantes e aos responsáveis dos movimentos de professores.
Novembro 11, 2009
Reflectindo sobre a operacionalização do modelo de avaliação de desempenho docente:
Todos os docentes sabem que as quotas foram divididas por diferentes grupos de docentes que assumiram diferentes papeis e funções neste modelo de avaliação,
Assim, temos docentes que se propuseram a ter aulas assistidas para poderem aceder às quotas de Excelente e Muito Bom, temos docentes que apesar e não terem pedido aulas assistidas, mas que fazem parte dos orgãos de coordenação e de avaliação, podem também aceder a estas quotas, apesar da legislação em vigor (DL 2/2008), prever que a menção de Excelente e Muito bom só poder ser atribuída a docentes com avaliação na componente cientifico-pedagógica. No entanto o “simplex educativo” permitiu que estas quotas abrangessem também docentes que não fossem avaliados nesta componente.
Assim começa nova injustiça. Atribui-se quotas para as diferentes funções, independentemente do pressuposto no DL acima mencionado. Passamos a ter quotas para professores, professores contratados, professores titulares avaliadores, professres titulares não avaliadores, professores não titulares mas com função de avaliadores,mas que entram ns mesmas quotas apesar de não terem avaliado, professores que fazem parte do Conselho Pedagógico e professores que fazem pare da Comissão de Coordenação de Avaliação de Desempenho.
Estas quotas são estipuladas para cada grupo de docentes com funções especificas, nao podendo transitar de um grupo para o outro. Assim, pode verificar-se por exemplo, situações onde no mesmo grupo de docentes, com as mesmas funções, haja 5 docentes com avaliação de Excelente mas apenas 2 podem aceder à quota de 1 Exc e 1 MB chegando o “desempate” ao “tempo de serviço”. Os outros 3 docentes, apesar de terem uma avaliação de Excelente, administrativamente terão BOM.
Paralelamente poderá haver situações na mesma escola, de docentes que integraram outro tipo de funções a quemtenha sido atribuída a menção de Muito Bom. Como existiam quotas, administrativamente vão ter Muito Bom.
Se a avaliação de desempenho tiver efeitos práticos na carreira docente, conforme refere a comunicação social de hoje, questiono a justiça e o “mérito” que esta avaliação diz ter. Será justo e meritório um docente com Muito Bom e com quotas que o abrangem ser premiado em termos de progressão e um docente com Excelente, mas que não tem quotas não ser premiado em termos de progressão?
Onde está reconhecido o mérito afinal? Talvez a “sorte” de estar num grupo com mais quotas seja um factor de mérito para alguns…
Ter Excelente na avaliação, mas administrativamente só poder ter Bom porque não há quotas e ver colegas que tiveram Muito Bom, mas porque há quotas para preencher, ficam com Muito Bom administrativamente, podendo ser “premiados” em termos de progressão (apesar de terem menção inferior), é realmente um incentivo para continuar um trabalho de excelência…. Não concordam comigo?
E assim continua a teimosia de um governo louco, que para manter a “face” deixa o mérito dos docentes nas mãos da sorte… sorte de ser enquadrado em funçõe onde existe um número maior de quotas e não no mérito do seu desempenho…
Não será esta a realidade das escolas?
Por tudo o exposto, não deveria ser revista esta situação de injustiça e não contar esta avaliação em termos de progressão de carreira?
Concluindo, este modelo de avaliação de desempenho é um modelo que se baseia na sorte e o mérito é daqueles que forem bafejados por ele… nada mais…
?
Novembro 11, 2009
É curiosa a configuração das atitudes em relação a esta questão do modelo de ADD. Os compromissos buscam-se mais do lado canhoto, do que do lado destro que anda especialmente vocal e adjectivante.
Mas isso são outros rosários da conta que temos por pagar.
Um caso especial é o do mui estimável Reitor, com o qual gosto particularmente de discordar e outro tanto quando ele discorda de mim, ou quando me belisca com a gentileza que lhe é própria e à qual respondo com doçura disfarçada de ironia, agradecendo-lhe ter levantado uma questão em on que nem todos teriam coragem para fazer:
E dou-lhe dois beliscões, salvo seja:
Ao admitir como boa a troca entre a avaliação de todos os docentes – só podem ficar de fora os que não entregaram OIs – e a aceitação dos MB e Exc. para a progressão, não estará a validar e a credibilizar uma avaliação ruim? Não estará a dar vida a uma avaliação morbunda que os políticos já se comprometeram a deixar cair?
E não acha que se pode pensar que defende a troca porque isso o beneficia pessoalmente uma vez que, segundo creio, não apresentou OIs? (Esta é um bocadito incomodativa, mas não tanto que…).
Os princípios não entram nas contas de mercearia.
Em relação ao primeiro belisão eu diria que, antes de mais, também quero que sejam avaliados todos os que trabalharam, mesmo que não tenha entregue FAA (por opção ou imposição) e não apenas quem não entregou OI. Se isso significa credibilizar uma avaliação ruim? Pois, talvez, quiçá, porventura, mas se ninguém perder com isso, há que estar aqui a bater o pé e emperrar o processo de a substituir por outra?
Quando ao segundo beliscão eu diria que está enganado pois já fui objecto de avaliação e até o confessei sem rubor nas páginas do DN há um par de semanas quando fui inquirido. Não entreguei OI, entreguei um relatório de AA com mais de 30 pp para gáudio do(a) Maria Campos, mas fui avaliado pois andei lá pela escola, fartei-me de dar aulas, apoio a alunos NEE, aulas de PCA e todo o sortido rico habitual de três disciplinas (LP, HGP, Informática) mais duas ACND, uma direcção de turma e mais uns polvilhamentos q.b. de tudo o que faz o nosso dia-a-dia. Como eu, já muita gente sem OI foi avaliada.
Portantossssss, a batalha em cima da mesa – que ninguém seja prejudicado nesta avaliação – não é travada em nome pessoal e causa própria. Se assim fosse, teria o pudor de o afirmar. E se não tivesse sido avaliado, também não me cairia os parentes no lamaçal, porque fiz o que fiz convicto e não de forma instrumental. Mais dois anos, menos dois anos, nas contas da mercearia, os princípios não se vendem por dez méis de real coado.
E não recusei a avaliação porque trabalhei e disso fiz detalhado relatório, com detalhes que talvez alguns adesivados tivessem problemas em assumir.
Novembro 11, 2009
Novembro 11, 2009
Sem nunca o poder experimentar, por ser impossível, Arquimedes ( sábio grego) estava cheio de convicção, e carregado de fé, quando afirmou:
“Dêem-me um ponto fixo no universo e farei mover o mundo”.
O sábio disse-o ao perceber o potencial de força que existe no uso de uma alavanca.
Inspirado no célebre dito de Arquimedes, mas desde o subsolo da sua altíssima sabedoria, eu diria, analogicamente, o seguinte:
“Dêem-me muito dinheiro e eu serei o melhor gestor do universo.”
E porque é que eu digo isto?
Digo-o porque o peso do dinheiro na motivação das pessoas é cada vez mais uma omnipresente realidade.
Ouve-se muito dizer: “ os portugueses têm fama de trabalhadores nos países de emigração, e em Portugal é o que se vê.”
Como diria a minha Tia-avó: “ Perda fora”!
Ou, traduzido para a modernidade: “Olha a novidade!”
Basta um centímetro cúbico de compreensão para se perceber a razão da coisa assim ser: é o dinheiro, senhores!
É que, no estrangeiro, paga-se a quem trabalha, enquanto, em Portugal, paga-se a quem não mexe uma palha. No estrangeiro, o ordenado mínimo proporciona uma existência digna; em Portugal, possibilita a sobrevivência.
Ora se não valorizam devidamente o trabalho como querem que as pessoas (perdoem o plebeísmo) verguem a mola?
Se com o trabalho que fazem não passam do pão e do vinho, bem fazem os trabalhadores não se estafarem demais. Que se estafe quem ganha pra gastar no último modelo da BMW ou da Mercedes; quem dorme no Ritz e vai de férias para as Caraíbas.
Não andará longe da verdade quem disser que o grande marasmo económico em que vivemos se deve à desmotivação de quem quer trabalhar mas não se quer sentir “burro de carga”. Nem será nenhuma aberração dizer que o rendimento mínimo alastrou porque as pessoas não aguentam mais a distância que vai da pobreza (de quem suja as mãos com trabalho) ao luxo (de quem as “suja” com o dinheiro).
Por isso, não será nenhuma heresia afirmar que os patrões e empresários ( felizmente, nem todos) enquanto vão nadando em dinheiro, vão mergulhando na culpa.
Muito do desemprego existe, não por não haver emprego, mas porque a desmotivação paralisa quem quer trabalhar.
Os empresários deste país têm que mudar a sua mentalidade egoísta. Em vez de distribuírem o lucro por quem o ajudou a gerar, gastam-no em luxos exagerados e inaceitáveis. Em vez de retribuírem os seus trabalhadores com salários motivadores, que os levariam a trabalhar mais e melhor, “convidam-nos” à indolência e à preguiça.
Mas o que é estranho é que o lucro das empresas deste país nunca existe para o lado do fisco, nem do trabalhador!
Todavia, esse mesmo lucro vai chegando para engordar miríades de empresários, certos políticos e chefes administrativos, que tal como Arquimedes, mas com intenções menos éticas, são mestres no manuseamento de “alavancas”.
Esses senhores, que não se importam de subornar ou de se deixar subornar, não inventaram “alavancas” para melhorar a vida dos homens ( como o fez Arquimedes); utilizam-nas, antes, para minar sociedades inteiras.
Esses senhores, estão para as sociedades modernas, como o escaravelho esteve para os batatais, quando chegaram os químicos. São uma peste.
Não será urgente para a maioria da sociedade criar um “produto” qualquer, que se misture com água, para não ficar muito caro, e destrua de vez essa praga?
Cunha Ribeiro
Novembro 11, 2009
Há que recebê-los também com dois beijinhos:
O PODER DE SEDUÇÃO OU O INTERESSE DA RIBALTA
Reuniões de “charme” da ministra da Educação com as estruturas sindicais são cenas de um filme já visto
Eu só sou corruptível na base do papel impresso, em forma de incunábulo, pasquim ou coisa assim.
Novembro 11, 2009
Na rádio não se vê a barriga nem a careca, bem dizia o Arlindovsky:
Autor do blogue “A educação do meu umbigo” considera que há muito a fazer em Portugal
Novembro 11, 2009
Pelo barómetro pessoal das estatísticas do blogue estamos em movimento ligeiramente ascendente, com picos localizados como o de ontem com quase 15.000 visualizações e perto dos 5000 visitantes individuais.
Isto significa que algo está a reacender em matéria de interesse sobre as matérias educativas e das lutas dos docentes, o que também é visível nas primeiras páginas dos jornais.
Hoje existe quase um pleno a quase ofuscar o episódio das escutas, desta vez ao primeiro e o seu amigo da cara longa.
Oposição unida para suspender avaliação
Ministra promete nova avaliação
Ministra e sindicatos de mãos dadas por nova avaliação
No Público lê-se (sem link:
Ministra admite novas regras já para este ano lectivo
Os sinais parecem ser positivos, encarem-se as coisas por onde se encararem.
Mas claro que há sempre que descontar os diversos efeitos de spin e contra-spin.
Um terceiro elemento em campo é a comunicação social que, no actual contexto, anda em busca de perceber o sentido certo do vento e umas vezes espalha gasolina, outras neve carbónica. Neste momento até parece que querem que isto acalme.
No meu caso queria apenas voltar a relembrar o que – pelo menos vocalmente – foi a plataforma essencial da revolta dos docentes (não esquecendo outras matérias como a gestão escolar, horários de trabalho, etc):
É neste contexto que as coisas se colocam, não necessariamente na inversa.
Que perigos existem? Que o processo negocial se arraste e despolete reacções de frustração entre os docentes ou manobras a partir do governo – leia-se gabinete do PM – no sentido de uma escalada da conflitualidade ao serviço de uma estratégia mais global de vitimização.
Por isso mesmo, é essencial que no Parlamento a pressão seja feita em alta e tudo se resolva antes do final do ano civil, ainda com este ciclo e ADD em decurso, para que não existam efeitos retroactivos: se não querem suspender, não deixem ninguém penalizado e atribuam lá as medalhas de mérito. Mas ninguém pode ficar para trás por ter lutado numa guerra justa.
Mas despachem-se que isto pode chegar de novo ao rubro em poucas semanas.
Não digam que ninguém avisou.
Novembro 11, 2009
Esta notícia é um verdadeiro monumento a qualquer coisa que não a verdade e o rigor. Não conheço, felizmente, os jornalistas em causa, caso contrário já lhes teria mandado um mail a parabenizá-los pelo excelente serviço feito à causa governamental da mistificação mediática de todo este processo.
Vou colocar agora o que está na edição online do Diário Económico:
30 mil professores que recusaram avaliação não vão progredir na carreira
Governo na expectativa que cerca de 100 mil professores concluam avaliação.
Os professores que recusaram ser avaliados segundo o modelo actualmente em vigor vão ser penalizados, garantiu o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, no programa Prós e Contras da RTP. Segundo o governante, “os docentes que não se submeteram à avaliação terão a consequência em termos de progressão da carreira, que decorre desse incumprimento da lei”. Fora da avaliação estão, neste momento, 30 mil professores.
Para quem recusou ser avaliado a pena pode ir desde a não progressão na carreira até à própria demissão do cargo. Caso a falha na avaliação tenha sido causada pelo facto da escola não ter terminado o processo a tempo, será o dirigente desse estabelecimento de ensino a sofrer as consequências. Recorde-se que muitos professores não cumpriram, logo no início do processo, um pequeno passo burocrático que era opcional: a entrega de objectivos pessoais de avaliação. O que provocou um atraso em todo o processo, que pode agora significar que não irão terminar a avaliação a tempo. Nestes casos, a ministra da Educação, Isabel Alçada, não esclareceu se também estes docentes serão avaliados.
Por fim, reparemos na parte destacada: os professores seriam, de acordo com esta perspectiva, penalizados por não terem cumprido um pequeno passo que era opcional.
Ó meus caros Marcia Galrão e Pedro Quedas, mas então a avaliação atrasou-se e os professores vão ser castigados por não terem feito algo que era OPCIONAL?
O decoro jornalístico evaporou-se em que recanto dessa redacção?
Esta notícia e as declarações do PSP deveriam ser emolduradas e guardadas, assim como os números adiantados, para mais tarde serem esfregados no facies de alguém.
Para além de que isto não passa – também é óbvio- de uma daquelas provocações rasteiríssimas só para incendias ânimos e despoletar os radicalismos.
Novembro 11, 2009
Editors, Blood
Novembro 10, 2009
Quem diria? O nóvel secretário de Estado e ex-presidente do CCAP é um fervoroso defensor do modelo de auto-avaliação em educação, não só do ponto de vista individual como organizacional.
Tudo decorre deste projecto de investigação e tem uma cristalização impressa num artigo escrito a meias com Jorge Adelino Costa no nº 7 (Novembro de 2005) a revista Educação e Infância – Investigação e Práticas do GEDEI – Grupo de Estudos para o Desenvolvimento da Educação de Infância.
Eu depois posso digitalizar aquelas partes mais giras em que a auto-avaliação e a avaliação com intuitos principalmente formativos, com base numa reflexão dos intervenientes acerca das suas práticas, é apresentada como a melhor metodologia do ponto de vista organizacional.
Novembro 10, 2009
Falei há pouco em directo para o noticiário das 23 da TSF, para analisar um pouco sobre estas questões. Enquanto ouvia as declarações de Isabel Alçada notei e depois sublinhei que se fala em novo modelo para o próximo ciclo avaliativo. E confirmei que fala na avaliação de todos os professores neste primeiro ciclo avaliativo.
Acho que é importante que estas palavras fiquem gravadas. As da ministra, claro.
Novembro 10, 2009
CDS-PP entrega pedidos de suspensão da avaliação e propõe modelo simplificado
O CDS-PP entregou hoje no Parlamento três diplomas, dois deles de resolução, pedindo a suspensão do actual modelo de avaliação de professores e a alteração do Estatuto da Carreira Docente e pediu o seu agendamento urgente.
Ao mesmo tempo que pede a suspensão do modelo de avaliação até que seja aprovado um novo regime avaliador, o CDS-PP propõe a criação de uma “comissão jurídica” que “acompanhe as negociações entre o Governo e os sindicatos, para verificar as questões dos direitos adquiridos e em formação” dos professores que já foram avaliados.
“Queremos suspender um modelo de avaliação que é fonte de conflito nas escolas, que é burocrático e que avalia os professores numa lógica tarefista”, disse Paulo Portas na conferência de imprensa de apresentação das propostas centristas. Ao apresentar um projecto de resolução, que é de tramitação muito ais rápida que o projecto de lei, Paulo Portas espera que dentro de duas a três semanas este possa ser aprovado no Parlamento.
Em traços gerais, o CDS-PP propõe que o modelo de avaliação seja feito num único documento, preenchido apenas pelo próprio professor avaliado e entregue no final do ano lectivo. A avaliação deixa de ser feita por outros professores e passa para a responsabilidade do conselho pedagógico, e refere-se exclusivamente às competências pedagógicas e científicas do docente.
Quanto ao estatuto da carreira docente, o CDS-PP propõe que passe a existir “uma carreira única e a faculdade de, a certo passo da sua carreira, o professor poder optar pela via docente no sentido mais clássico ou por umavia de supervisão”, mas sem a divisão actual de professor titular e não titular, descreveu Paulo Portas, que garantiu ir conversar com todos os grupos parlamentares sobre estas matérias.
Novembro 10, 2009
Calma Ricardo, que ainda tens a apoplexia que me andam a vaticinar a mim…
Presidente da APEDE considera “inacreditável” a atitude da ministra da Educação
O presidente da Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino (APEDE), Ricardo Silva, considerou “muito negativa” a intervenção da ministra da Educação, a quem avisa que, “se quer serenar as escolas, tem de dizer claramente que vai acabar com a divisão da carreira entre professores e professores titulares” e anular “os efeitos das classificações obtidas no primeiro ciclo avaliativo”.
(…)
Em declarações ao PÚBLICO, o presidente da APEDE disse acreditar que está falar em nome de todos os movimentos independentes de professores quando afirma, também, que estes “não aceitam que sejam tidas em conta para a progressão na carreira e para efeitos de concurso as classificações obtidas no primeiro ciclo avaliativo”. Isto, argumenta, porque “as quotas para os ‘muito bom’ e ‘excelentes’ foram para os professores que ocuparam as vagas deixadas em aberto pelos colegas que nesse momento lutavam contra um modelo de avaliação que é uma farsa”.
Temos aqui uma divergência táctica relativamente significativa. Repito: acho que é melhor não guerrerar as classificações de mérito por si só, sendo no importante reclamar que não devem ser usadas para efeitos de concurso. Em troca devem ser considerados para avaliação todos os docentes, tenham entregue OI e FAA ou não.
Para a opinião pública é um bocadinho insustentável dizer-se que durante estes dois anos os professores não querem qualquer avaliação.
Novembro 10, 2009
Este número tornou-se uma espécie de número mágico nos debates sobre a ADD. Já foram avaliados cerca de 49.000 professores. Alguém sabe de onde por quem e foi soprado este número para a comunicação social e através dela para a opinião pública?
Já agora, em meados de Novembro, ainda faltam avaliar 90.000 ou quase 100.000 docents? A sério??
Consideram isto uma grande coisa? Motivo de orgulho? Pelo modelo antigo já estariam todos avaliados e teria bastado regulamentar um artigozito do ECD de 1998 para ser possível atribuir classificações de mérito!
Já viram o que NÃO se ganhou com a casmurrice do anterior governo?
Novembro 10, 2009
É uma espécie de decisão salomónica, não querer comprometer a memória da antecessora, mas mudar o futuro.
É uma jogada a meio-campo, capaz de ter algum bom-senso, mas ir desagradar a muita gente mais inflamada, em especial uma passagem que pode ser interpretada de duas formas:
“Tudo faremos para que os professores se reconheçam no estatuto e na avaliação”, prometeu. Até lá “todos os professores vão completar o seu processo de avaliação, que será tido em conta na progressão da carreira”, afirmou.
Os mais críticos irão argumentar que isto é a tentativa do ME vencer em relação à avaliação de todos os docentes.
Eu quero antes acreditar que todos serão avaliados, logo que nenhum director poderá deixar sem avaliação qualquer docente, tenha entregue ou não os OI ou mesmo a fichinha ministerial de auto-avaliação.
A palavra todos pode ser uma vitória a duas mãos, se a souberem usar.
Se há quem entreveja nisto um entendimento, desde que esta solução salvaguarde todos os docentes, eu não estou para embarcar em gritarias de ai-jesus que isto é miserável e não sei o quê.
A troca é a seguinte: fiquem com os Excelentes e Muito Bons, mas não anulem a avaliação a ninguém. Quanto ás classificações de mérito, guardem-nas para a progressão na carreira (valem apenas quando obtidas em dois ciclos de avaliação) mas nunca para efeitos de concurso.
Quem no passado argumentou na base dos direitos adquiridos para contestar algumas normas do ECD, não deve agora esquecer-se disso e perceber que quem requereu e obteve as tais classificações quase certamente acabaria por ganhar em tribunal se essas classificações fossem anuladas retroactivamente.
E até vai ser giro, muito giro, observar alguns(mas) directore(a)s a justificar algumas dessas classificações…
Novembro 10, 2009
Fenprof: “Está tudo em aberto”
O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, saiu visivelmente satisfeito da reunião com a nova ministra da Educação, adiantando que ficou decidido que “a negociação da revisão do Estatuto da Carreira Docente é o aspecto prioritário”.
“Saio da reunião com uma certeza, aquilo que os professores mais querem é a primeira coisa que vai acontecer: a revisão do Estatuto da Carreira Docente”, afirmou Mário Nogueira, depois de uma reunião com a nova ministra da Educação, Isabel Alçada e os sindicatos dos professores.
“Nesta revisão está tudo em aberto, vai ser tudo discutido”, garantiu.