Julho 4, 2009
Julho 4, 2009
O Eterno Problema
Posted by Paulo Guinote under (In)Disciplina, (In)Sucesso, Polémicas, Turmas de Nível[7] Comments
Espalhar o mal pelas aldeias, procurando dilui-lo, ou concentrar os problemas de forma a ter uma intervenção mais localizada?
Tudo depende…
Escola junta piores alunos em turmas especiais
Pais e professores de agrupamento da Damaia denunciam separação de estudantes por classificações. Ministério diz que a medida é possível,mas considera-a contra-indicada a nível pedagógico. A direcção da escola diz que vai apenas juntar aqueles com mais dificuldades em turmas especiais
Professores do agrupamento de escolas dr. Azevedo Neves da Damaia, Amadora, dizem ter recebido ordens para dividir os alunos conforme o resultado: bons, médios e maus. Uma medida que consideram discriminatória. O director do agrupamento, José Biscaia, fala antes em juntar os estudantes menos bons em turmas especiais para reforçar o apoio. O responsável explica que “o objectivo é aumentar o sucesso dos alunos com mais dificuldades”, reunindo-os em turmas que têm também bons alunos. Os psicólogos alertam para o risco de se criarem sentimentos de inferioridade nos piores estudantes.
Alguns pais descontentes ponderam mesmo uma manifestação pacífica para hoje, à porta da escola onde se vai realizar o almoço de fim de ano do agrupamento. Ao todo, cerca de 500 alunos do 1º ciclo vão ser afectados pela medida.
As escolas em causa fazem parte dos Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP). José Biscaia explica ao DN que as turmas que vão acolher os alunos com mais dificuldades tem, durante algumas horas por semana, um professor titular e um de reforço, que os ajuda a perceber o que é dado a Matemática e Português. “Não temos horas, nem dinheiro para ter um professor de reforço em todas as turmas”, acrescenta o responsável. Assim, a solução é a criação de turmas que concentram grupos de alunos com mais dificuldades para terem apoio, uma medida conhecida como turmas de nível, e que já é aplicada no 2.º ciclo deste agrupamento há quatro anos.
Mas pais e professores alegam que os alunos vão ser separados segundo as suas capacidades. “Foi pedido aos professores que se reunissem para dividir os alunos em bons, médios e maus”, admite ao DN uma professora do agrupamento que preferiu manter o anonimato.
Julho 4, 2009
E Isso É Novidade Para Alguém?
Posted by Paulo Guinote under Estudos, Evidências, PolíticaLeave a Comment
Portugueses sentem-se traídos pelos políticos
Inquérito da SEDES conclui que maioria dos eleitores não confia no Poder
Julho 4, 2009
Julho 4, 2009
Fun Lovin’ Criminals, Bump
Julho 3, 2009
O Desplante
Posted by Paulo Guinote under Citações, Língua de Trapos, Palhaçada Mesmo, Protagonistas[43] Comments
Será que shôra ministra já se esqueceu de tudo o que disse de mau sobre os seus antecessores – um «marasmo» de 30 anos em matéria de avaliação de professores – e as suas políticas, assim como já sofre de amnésia profunda quanto à cascata legislativa em que transformou este mandato?
Não foi o amigo Vital que disse que se vivia uma verdadeira revolução na Educação?
Mas haverá um pingo de decência nestas piruetas?
“Preocupa-me muito o clima de ódio desajustado. O sistema educativo precisa de estabilidade, de continuidade e foi essa orientação que procurei imprimir ao longo de quatro anos”, afirmou a ministra da Educação, à margem das jornadas sobre a autonomia das escolas públicas, a decorrer no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
Manuela Ferreira Leite afirmou quinta-feira que as quatro medidas mencionadas estão “a paralisar o sistema, estão a torná-lo inviável, desmotivador da acção dos professores”. Em resposta, Maria de Lurdes Rodrigues disse que ouviu com “preocupação” estas críticas, porque procurou sempre ter “um mandato de construção e não de destruição”.
(…)
A ministra reiterou que procurou nunca fazer política, destruindo aquilo que os seus antecessores tinham feito. “Pelo contrário, fui dando passos em cima daquilo que era construção e o contributo dos outros governos na área do Ministério da Educação”, sustentou.“Precisamos de ter um trabalho persistente, diligente, nós não precisamos de rupturas, de destruir. Nós precisamos é de construir”, rematou.
Mas será que Maria de Lurdes Rodrigues se esquece que legislou a esmo, remendou quando calhou, foi desautorizada por tribunais, causou uma dos maiores barafundas de sempre na Educação e se orgulhou disso?
Leia-se o que afirmou ainda em meados de Janeiro deste ano:
Maria de Lurdes Rodrigues explicou que, hoje, o sistema educativo está marcado pelas heranças herdadas dos sistemas anteriores. “Houve uma evolução feita em contínuo, em acumulação. E enfrentar o futuro vai exigir maiores rupturas com o passado”, defendeu.
“Tenho dúvidas que seja possível fazer esse caminho sem rupturas que impliquem em primeiro lugar uma clarificação da missão e do mandato das escolas e do trabalho dos professores. Requer um corte com o passado, no sentido da contratualização e diversificação de instrumentos de intervenção”, disse.
Ou em 18 de Junho em intervenção pública transcrita no site do próprio ME:
Colocam-se já hoje, mas em resultado desta decisão colocar-se-ão seguramente com mais evidência no futuro, novos desafios, à escola e ao sistema de ensino, que exigem respostas também novas, eventualmente com rupturas parciais com o passado recente.
Julho 3, 2009
Sondagem: PS perde para todos
(…)
José Sócrates: Animal ferido
O primeiro-ministro, cujos níveis de popularidade em Maio registavam um saldo (diferença entre avaliações positivas e negativas) de 18,4% sofrem, neste barómetro, uma quebra acentuada passando a ter um saldo de 7,8%.
Julho 3, 2009
VENHA DAÍ O PROGRAMA
Se uma empresa de sondagens me viesse perguntar qual seria, neste momento, o sentido do meu voto, a resposta seria: “Sei lá!”.
Ora este “sei lá”, na minha resposta, não é bem igual àquele que muitos portugueses utilizam quando lamentam:
- Os partidos são todos iguais, por isso “sei lá” em qual hei-de votar!…
Ou então: – Que se lixe a política e que se danem os políticos, por isso “sei lá” em quem voto!…
Ou ainda: – Os que lá estão fazem asneiras, os que pra lá forem asneiras fazem, por isso “sei lá” eu em quem vou votar?!…
Mas, voltando ao meu caso, responderia assim:
- Ainda não conheço nenhum programa de nenhum partido. O que cada um pretende fazer na saúde, na educação e na justiça está no segredo dos deuses… Assim como não faço ideia se mudarão alguma coisa, como , porquê e com que dinheiro. Se investirão aqui ou acolá. Por isso, “sei lá” em quem vou votar!
De certeza, porém, que não votarei em Ferreira Leite só porque Pacheco Pereira acha que é “uma pessoa séria”. Ou porque sabe muito de finanças ( “Jesus foi quem foi e não percebia nada de finanças”…). Também não escolherei Paulo Portas só por ser despachado a falar e fazer boas rimas. Tão pouco optarei por Louçã só porque lança ataques cerrados ao Primeiro Ministro ( embora isso me agrade…). Jerónimo? Porquê? Por estar sempre a dizer que não? Só por isso?…
Muito menos me convencerão com a patetice pegada dos “outdoors”, onde aparecem as fotos estranhamente favorecidas, dos candidatos. Mas, bonitos ou feios, que importa!? ( Não dizem que o “outro” é bonito? Ora vejam o resultado…). Mais velhos ou mais novos? Quero lá saber! ( Embora prefira a experiência, desde que não seja corrupta).
Mas o que mais me aleija nisto tudo é o espectáculo burlesco representado pelos partidos, a ver qual deles gasta mais dos nossos impostos nessa doidice dos “outdoors”. Eu confesso que pasmo a olhar para aquilo enquanto me interrogo: São muitos? Preferia zero! São grandes? Prefiro os pequenos (bem menos poluentes). Têm frases bonitas? Banalidades! São multicolores, apelativos? Ai sim?! E a crise de que cor é?…
O que eu quero é o programa. Esse sim, bem escrito, mas sem flores. E, se as houver, poucas e naturais. Nada de artificial; de falso; de abusivo.
O melhor programa é aquele que promete pouco para cumprir muito.
Espero por ele. E, já agora, que não chegue tarde demais.
Julho 3, 2009
(Mais) Reacções Às Declarações De Manuela Ferreira Leite Sobre O Sector Da Educação
Posted by Paulo Guinote under Educação, Posições[3] Comments
Julho 3, 2009
ELEIÇÕES – CONTRIBUTO PARA O DEBATE
Para além da garantia de defesa das reivindicações próprias da nossa classe (revogação do ECD, acabar com as quotas e a divisão da carreira, revogação do estatuto do aluno, do modelo de gestão, regresso da gestão democrática, não à prova de ingresso na profissão, eliminação das aulas de substituição, criando uma bolsa de professores para o efeito, vinculação de todos os contratados com habilitação própria …), estaria disposto a votar numa qualquer força ou partido que se apresentassem ao eleitorado com um programa que colocasse o dedo na ferida, dizendo que o capitalismo e a democracia burguesa estão a mais e são a causa de todas as crises e misérias por que passamos, uma candidatura que afirmasse:
- que o maior problema do país é o mais de meio milhão de desempregados, o milhão e meio de trabalhadores precários, os mais de dois milhões de pobres, o salário mínimo de fome e as reformas de miséria;
- que o código do Trabalho é para revogar;
- que há que reduzir fortemente os salários dos gestores e aumentar os dos trabalhadores;
- que o desemprego deve ser combatido reduzindo os horários de trabalho;
- que fica proibido o trabalho não pago e o lay-off;
- que a educação, a saúde, a habitação e os transportes são um direito e não um negócio, e que portanto esses serviços não devem ser desmantelados nem privatizados;
- que é tempo de acabar com os privilégios da banca, de se taxarem as grandes fortunas e a especulação bolsista, de acabar com os offshores e o segredo bancário, de punir os crimes de colarinho branco, os delitos económicos e a corrupção, os responsáveis pelas trafulhices e roubalheiras que conduziram à crise – que a crise seja paga pelos capitalistas e pela banca;
- que a comunicação social não esteja concentrada e dominada pelos grandes grupos económicos;
- que os imigrantes sejam todos legalizados e tenham os mesmos direitos políticos, civis e laborais dos portugueses;
- que a violência sobre a mulher e o racismo serão severamente criminalizados;
- que a ocupação do Iraque e do Afeganistão termine imediatamente, os agressores sejam julgados e condenados e obrigados a pagar reparações àqueles países;
- que Portugal saia da NATO e os militares portugueses regressem imediatamente;
- que o acordo sobre a base das Lajes – utilizada pelos EUA como plataforma de agressão a outros povos – é para anular;
- que o povo da Palestina tem direito à autodeterminação e a ser plenamente independente;
- que não aceitamos as medidas de reforços policial, ditas “antiterroristas”, a militarização, a criminalização dos pobres e dos imigrantes, a limitação das liberdades democráticas em Portugal e na União Europeia.
Honestamente, vislumbram tal candidatura?
É que este programa não dá votos!
Julho 3, 2009
Consta Que Poderá Estar Por Horas…
Posted by Paulo Guinote under 2009, Concursos, Docentes[26] Comments
… pelo menos é o que o Ricardo nos diz:
Aviso de publicitação das listas definitivas irá ser publicado no DR de 2.ª feira.
Ao que parece será o aviso 11.875/2009 de 6 de Julho. Para consultar o estado da candidatura espreitar aqui.
Julho 3, 2009
Este é um tema que merece análise mais aprofundada, mas convém desde jé destacar os três factores que neste momento estão a instabilizar mais o funcionamento das escolas e agrupamentos, assim como o respectivo corpo docente.
Resultado dos concursos – embora com eventual solução a curto prazo, dentro de horas, dias ou semanas, a verdade é que, perante as expectativas criadas, já começa a ser tarde demais. Não esqueçamos que estas colocações que se afirma tetranuais para maior estabilidade irão atingir muitas dezenas de milhar de docentes, sendo que se sabe que são muitos os professores dos quadros que ficarão, nesta fase, sem colocação definida e à espera de um novo cálculo de necessidades lá para inícios de Setembro. Não se trata – com o devido respeito – de contratados em busca de primeira colocação ou de docentes ainda no tirocínio dos primeiros anos de carreira, mas de gente que está nos quadros há uma década ou mais. Mereceriam maior respeito.
Avaliação do desempenho – à medida que o processo caminhar para a fase das classificações, maior será a agitação e a conflitualidade, em especial nas escolas onde se verificaram mais candidaturas às menções que dizem diferenciar o mérito ou quando muitos docentes tomarem consciência de que as metodologias seguidas são muito diferenciadas. Há escolas onde o simplex é letra morta e ficou tudo do modelo completo e outras onde tudo vale. Sendo que a carreira é uma e nos concursos as consequências de práticas opostas com legislação igual, são de esperar imensas situações de atrito sem qualquer vantagem para ninguém, excepto o ego de alguns avaliadores,
Modelo de gestão – na comunicação social ainda não surgiram para a opinião pública todas as situações de impugnação dos famigerados procedimentos concursais em que se enxertou uma eleição num processo de análise curricular, para fingir que se respeitava o que está na Lei de Bases. Sendo a legislação opaca, omissa e equívoca, prestando-se a muitos desmandos, se é verdade que em muitos sítios as coisas decorreram e escorreram, em muitos outros deram-se problemas que agravarão ainda mais as feridas e clivagens existentes no sei das escolas. Pior, quando envolvem professores titulares, teoricamente inamovíveis dos seus lugares, poderão estar na base de fracturas duradouras que, também aqui, em nada beneficiarão a vida futura das escolas.
Julho 3, 2009
Artigo inserido na revista sobre Educação incluída na edição de hoje do Diário de Notícias:
Mobilização Em Rede: A Blogosfera e A Luta dos Professores
Se dúvidas existissem quanto ao papel da blogosfera junto dos professores e das escolas, o recente relatório do Conselho Científico para a Avaliação dos Professores (CCAP), organismo consultivo criado e mantido pelo Ministério da Educação (ME), tê-las-ia dissipado de forma definitiva. Ao analisar como foi decorrendo a implementação do modelo de avaliação do desempenho docente é afirmado que «(…) nos relatórios de 53% das escolas da rede, aponta-se a multiplicidade de informação como outro factor de perturbação proveniente do exterior. Os relatórios mencionam que esta informação surgia mão apenas na comunicação social, mas também em blogues e em mensagens electrónicas».
Repare-se que os blogues são aparentemente acusados de «perturbação» por terem facultado informação, ao que parece múltipla. Em nenhum momento, nesta passagem ou em outras que se lhe seguem, se afirma que os blogues veicularam informações falsas, que induziram os professores em erro ou que deturparam factos. Apenas que permitiram a circulação de uma «multiplicidade de informação», que ao que pareceu foi considerada excessiva.
Ainda bem.
Porque essa tem sido efectivamente uma das principais funções de variados blogues na área da Educação: informar, em tempo quase real, o que se vai passando um pouco por todo o lado. E em seguida reflectir criticamente sobre essa informação. Por fim, em alguns casos, propor formas de acção.
Parece ser já um facto incontestável que os últimos anos representaram, em especial desde 2007, um momento inédito quanto à capacidade de mobilização de uma classe profissional. A dimensão e permanência das acções de luta da classe docente contra as políticas impostas pelo ME constituíram-se como uma fenómeno social inesperado.
O carácter inédito da reacção não resultou apenas da forma como se processou o ataque desferido pela tutela política, mas principalmente pelo modo como a resistência de organizou e permaneceu no terreno, funcionando pela primeira vez em rede e escapando bastante aos enquadramentos institucionais e organizacionais tradicionais. Para isso muito contribuíram os blogues enquanto espaço aberto de discussão, debate e circulação de informação.
Ao contrário dos poderes instalados no terreno – Ministério, sindicatos, órgãos de comunicação social (OCS) – a blogosfera na área da Educação, em geral, e dos docentes, em particular, não se apresentou como seguidora de uma agenda específica, pré-determinada, de tipo político ou ideológico.
A blogosfera nesta área surgiu e afirmou-se como um espaço de pluralismo e funcionou como uma rede de ligação entre elos distantes, permitindo a partilha de informações e experiências por todo o país, quebrando o isolamento de escolas e indivíduos.
O pluralismo manifestou-se em diversos planos, desde a natureza específica dos blogues (uns mais confessionais, outros mais institucionais, uns mais alinhados com posições preexistentes, outros mais críticos, uns unicamente dedicados à temática educativa, outros mais abertos a outros temas). Neste contexto, diversos blogues constituíram-se como verdadeiras tertúlias virtuais, muitas vezes intercomunicantes, que promoveram o esclarecimento de muitas situações, a análise crítica dos discursos oficiais e da própria legislação aprovada ou em processo de negociação, assim como a própria vigilância do que ia sendo veiculado pela comunicação social tradicional. Paralelamente, muitos permitiram renovar as formas de mobilização e luta dos professores, quebrando o longo monopólio sindical nesta matéria. A sua credibilidade tornou-se tanto maior quanto os seus autores/criadores conseguiram afirmar a especificidade da sua voz, trazendo algo de novo para a discussão pública e ganhando credibilidade com as suas análises e conduta.
Como escreveu Giuseppe Granieri (Geração Blogue, p. 57), «nos blogues (…) a reputação é construída sobre bases completamente diferentes e é resultado de uma interacção social forte e profunda. A popularidade de um bloguista cresce(ou diminui) quotidianamente em função daquilo que ele diz, de como estabelece as suas relações. Modifica-se em função das opiniões de que é capaz e da eficácia com que consegue exprimi-las».
No caso da mobilização e luta dos docentes, os blogues funcionaram como um factor catalisador novo e para muitos inesperado de intervenção na discussão política antes dominada por actores tradicionais e em grande parte esgotados. E permitiram o tal funcionamento em rede, em tempo real, que tanto perturbou os interesses instalados e que não conseguiram prever que a próxima revolução já não será televisionada (Joe Trippi). O que foi um factor de aprofundamento da participação democrática, algo já sentido antes em outras paragens como nos E.U.A.: «qualquer discussão séria do impacto do blogging político deve começar, é claro, com um exame de como ele reformulou o modo como os americanos recebem as suas notícias políticas e discutem as controversas políticas do dia» (David Kline e Dan Burstein, blog!, p. 5).
Quem em Portugal isso tenha acontecido graças aos professores é a prova de que eles não são a classe conservadora e apática que quiseram apresentar à opinião pública e que, pelo contrário, souberam estar na vanguarda das novas ferramentas tecnológicas disponíveis para combater o tradicional monopólio ou oligopólio na recolha e difusão da informação e na produção de opinião. Neste aspecto, a blogosfera foi um fenómeno que permitiu como que refundar o mundo da informação. (cf. Hugh Hewitt, Blog – Understanding the Information Reformation that’s changing our world p. xxi).
Ao contrário dos que temeram que a abertura da discussão e do debate acentuasse divisões na classe docente, a realidade demonstrou que é mais eficaz a mobilização de um grupo profissional informado, esclarecido e seguro das suas opções do que de uma massa acrítica e informada de forma selectiva e enviesada. A transparência e o rigor são armas mais eficazes para a mobilização do que a névoa e o facciosismo.
A blogosfera ajudou a colocar a classe docente na vanguarda dos fenómenos sociais em Portugal no século XXI, ao permitir a globalização e uma estrutura reticular da circulação da informação, da sua análise crítica e da reflexão sobre a acção. Os blogues assumiram-se, contra muitas resistências, como um contra-poder, um contrapeso essencial na área da discussão em matéria de políticas educativas, para além das meras questões da contestação.
Se s(er)ão uma moda passageira ou não, o tempo o dirá. Mas será também o tempo a fazer justiça ao papel que já desempenharam enquanto actores essenciais no contexto mais conturbado da História mais recente da Educação em Portugal.
Anexo:
Roteiro mínimo, plural e em diferentes registos e ritmos, da blogosfera ligada aos professores e à Educação não-superior:
A Sinistra Ministra (http://sinistraministra.blogspot.com)
Anterozóide (http://antero.wordpress.com)
Correntes (http://correntes.blogs.sapo.pt)
Educação S.A. (http://educacaosa.blogspot.com)
MUP-Movimento Mobilização e Unidade dos Professores
(http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com)
O Cartel (http://ocartel.blogspot.com
O Estado da Educação (http://oestadodaeducacao.blogspot.com
outrÒÓlhar (http://olhardomiguel.wordpress.com
Profavaliação (http://www.profblog.org
Professores Lusos (http://profslusos.blogspot.com
(Re)Flexões (http://fjsantos.wordpress.com)
Terrear (http://terrear.blogspot.com)
Julho 3, 2009
A Música Óbvia (Mas Demasiado Boa Para Os Chifres) Do Pinho
Posted by Paulo Guinote under Música do Umbigo, Ó Melga![27] Comments
The Pogues, Fiesta
Julho 2, 2009
O Admirável Mundo Novo Da Gestão Escolar – Miragaia
Posted by Paulo Guinote under Concursos, Directores, Escolas, Perversidades[21] Comments
Este caso foi aflorado por aqui, a propósito da dualidade de critérios da DREN na forma como gere a contestação aos procedimentos concursais para Director.
Hoje chegou-me o Relatório de Avaliação das Candidaturas elaborado em 12 de Maio de 2009 pela Comissão de Trabalhos de Acompanhamento de Recrutamento de Director do Agrupamento em causa.
Espero autorização para o divulgar, mesmo se omitindo identidades explícitas dos envolvidos (mesmo se o documento seja de tipo público…), porque é um exemplo claríssimo de como a candidata cuja avaliação curricular foi de forma evidente a mais elevada em todos os parâmetros depois perdeu na eleição.
Mas é este o excelente modelo de gestão que temos e que muitos (quantos deles inesperados) aceitam porque…
Julho 2, 2009
O Fafe Deve Estar Mesmo, Mesmo Chateado
Posted by Paulo Guinote under Blogosfera, Espantos, Excitações[12] Comments
Escreveu um post com mais de um parágrafo e mais de vinte, quiçá cinquenta, palavras.
Julho 2, 2009
Para Quem Acredita Que A Avaliação Dos Professores Não Existia
Posted by Paulo Guinote under Avaliação, Docentes, Doutor em Spin, História[87] Comments
Exista algum decoro em tudo isto. Poderíamos achar que o modelo anterior não era o melhor do mundo, nem sequer do continente ou do jumbo, mas esta coisa simplificada que por aí anda é muito menos, mas muito menos, do que antes se fazia para isso bastando comparar a dúzia de janelinhas a preencher na ficha de auto-avaliação proposta pelo ministério e o guião que era necessário seguir anteriormente e que aqui é relembrada no Aventar pelo João Paulo:
Ainda a Avaliação de Professores
Julho 2, 2009
Reflexão Sobre A Entrevista Feita A Manuel Pinho Na SICN, Há Pouquinho, Por Aquela Rapariga De Olhar Sonolento
Posted by Paulo Guinote under Branco Mais Branco..., Ficção Pura, Fretes, Protagonistas, Vazios, Vergonhas[39] Comments
Julho 2, 2009
Reacções Na Blogosfera Às Declarações De Manuela Ferreira Leite Sobre Mudanças Na Educação
Posted by Paulo Guinote under Blogosfera, Educação, Sugestões[69] Comments
Beneficiando do TPC enviado pelo João B., deixo aqui diversas ligações sobre a vontade anunciada por Manuela Ferreira Leite de mudar as mais emblemáticas medidas deseducativas deste Governo (embora lá falte o modelo de gestão).
Destruir o simulacro
Do Estatuto do Aluno ao modelo de avaliação de professores
Mudança indefinida, cheque em branco









































































